28 Weeks Later (2007)

28 Weeks Later é a sequela de 28 Days Later, um bom filme de terror com o cunho de Danny Boyle. Nesta fita, já não temos Danny Boyle, nem Cillian Murphy. O realizador escolhido foi Juan Carlos Fresnadillo – recentemente anunciado como responsável pelo remake do filme de culto The Crow – e no elenco temos Jeremy Renner, Rose Byrne e Robert Carlyle.

A história segue os acontecimentos do primeiro, passando-se, como o título indica, 28 semanas depois do início da epidemia na Inglaterra. Durante esse tempo, o país livrara-se dos zombies, uma vez que morrerram por falta de alimento. Começou-se a repopular, no entanto fica sempre alguém esquecido. Um potencial portador da doença… Um potencial portador da cura…

Ora bem, não era fácil superar o original, que tinha alcançado sucesso e era reconhecido como um bom filme no género. Ainda para mais, sem ter Danny Boyle por detrás das camaras. Fresnadillo, quanto a mim, não conseguiu o feito. No entanto, 28 Weeks Later tem momentos bem agradáveis e funcionaria como uma boa sequela, não fossem alguns erros crassos.

Em primeiro lugar, não se compreende o uso constante, por parte do realizador espanhol, do abanar furioso da câmara nas sequências mais intensas. Todo aquele movimento frenético estraga completamente as cenas. Não se percebe nada e não provoca mais tensão, se é isso que ele queria fazer passar.

Depois, o argumento tem mais buracos que um queijo suiço. Como é possível que duas crianças passem, sem serem detectadas pelos militares, para entrar na zona mais vigiada do mundo? Como é possível que elas encontrem um sobrevivente em menos de 10 minutos, quando todos os peritos não o fizeram? Como é possível que não existam seguranças a vigiar um sobrevivente altamente suspeito de conter um vírus mortal? Já dá para ter uma noção, mas existem mais alguns.

O elenco está competente, com claro destaque para Robert Carlyle, Jeremy Renner e Rose Byrne.

A fita falha em diversos pontos, especialmente no uso de uma «câmara epiléptica» e em diversos momentos incoerentes e sem lógica. Contudo, se ignorarem estes pormenores, e não forem muito exigentes, poderão tirar algum divertimento do filme. Porque Fresnadillo até cria cenas bem interessantes e algumas ideias foram boas.

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5/10

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