Rubber é a história de um pneu que ganha vida numa área deserta. Não fosse já isto um bocado demente, para piorar, o pneu tem instintos de assassino e poderes telepáticos.

Por isso vai tentando matar e destruir tudo que se atravessa no caminho, sejam garrafas de plástico, escorpiões, ou até humanos. Todos menos uma rapariga, já que o pedaço de borracha parece apaixonar-se por ela.

Para além deste cenário, temos um grupo de pessoas que acompanha a saga do pneu assassino ao longe, de binóculos. Essas pessoas não têm que comer, nem onde dormir. Eles estão lá, sem razão aparente.

A introdução a este filme de Quentin Dupieux, resume em grande parte a essência deste. Vemos um carro da polícia a atropelar uma série de cadeiras colocadas ao longo de uma estrada desértica, numa cena absolutamente parva.

Depois sai um indíviduo da mala que explica que todos os filmes estão repletos de cenas sem razão alguma. Portanto, este filme estará cheio de momentos sem razão alguma.

Já viram pela sinopse que a história é bastante demente. É tão demente que certamente não agradará a todos. No entanto esse non-sense torna-se curioso, e para ajudar á festa, Rubber é bem filmado e tem uma fotografia muito boa. A banda-sonora também é bastante agradável. Os actores são todos desconhecidos, mas estão competentes nos seus papéis.

É estranho estar a ver a odisseia de um pneu, mas digo-vos que já vi filmes com pessoas bem menos expressivas que aquele pedaço de borracha. Ah pois é.

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6/10

 

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