Stargate (1994)

Rolland Emmerich, o realizador catástrofe, autor de 2012 e 10,000 BC, assinou em 1994, Stargate, um filme que se tornou num fenómeno de culto. Deu origem a livros, bandas-desenhadas e a séries televisivas, apesar de não ter sido consensual na crítica. Contudo, o público acolheu bastante bem a mitologia que o realizador levou para o grande ecrã.

O lucro que gerou e todo o culto que criou, nos tempos actuais, seria suficiente para sequelas. Ainda para mais quando as sequelas já estavam na cabeça do realizador, pois, inicialmente, Stargate seria uma trilogia. Talvez esteja esquecido numa qualquer gaveta de um grande estúdio.

A ideia geral do filme cativou-me, mas o desenvolvimento não. De qualquer das maneiras era algo fácil ficar cativado pela mitologia deste filme, uma vez que fala da mitologia egípcia, da qual sou um grande fã.

A premissa é a seguinte: Daniel Jackson, um egiptólogo não muito acarinhado entre os seus colegas, é convidado a investigar um estranho objecto esférico repleto de hieróglifos. Trata-se de uma operação secreta, monitorizada pelo coronel Jack O’ Neil que chega a bom porto, quando Daniel descobre que o objecto é um portal que comunica com o lado mais longínquo do Universo. Mal eles sabiam que o portal tinha sido criado por um alienígena que há milhares de anos havia visitado a terra e levado consigo imensos seres-humanos…

Torna-se interessante, a espaços, verificar o mundo egípcio alternativo, comandado por um alienigena. Kurt Russel e James Spader são convincentes nos seus papéis e a banda-sonora é bastante agradável. Os efeitos especiais, para a altura, estão muito bem feitos. Não nego que Stargate tem o seu quê de interessante, mas falha em algumas situações e fica cada vez mais fantasioso.

Tem, especialmente, diversos buracos no argumento. E tem um romance um bocado meh. Já para não falar que os nossos camaradas, para povo antigo, são bem inteligentes a manejar armas…

Sei que não teria que ser obrigatoriamente um filme sério. Emmerich é especialista em filmes fantasiosos (olá 10 000 BC) e em misturar diversos elementos. Nesta fita, porém, saiu-se bem melhor que o 10 000 BC.

Um filme que me entreteve e que me fez rir. Mas também me fez bocejar diversas vezes e torcer o nariz outras tantas. É pena, pois a ideia base é bastante boa.

imdb trailer

5/10

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