Os 7 tripulantes

No passado dia 28 de Janeiro, fez 25 anos que a Nave Espacial Challenger se desintegrou, com 7 tripulantes a bordo 73 segundos depois do lançamento. Seria a primeira vez que a NASA colocaria um civil a bordo, uma professora Christa McAuliffe.

O Lançamento

Contrariamente ao que a generalidade das pessoas pensam, o acontecimento não foi visto em directo por milhares de pessoas. Naquela altura, a televisão por cabo ainda dava os seus primeiros passos e, apesar de a CNN estar a cobrir o evento, o que a população realmente viu, foi a gravação da tragédia, pois a estação cortou a transmissão.

O problema começou aos 59 segundos após o lançamento, quando surgiu um fuga de gás quente através de um buraco no foguetão do lado direito. O buraco surgiu devido a negligência por parte da NASA e dos mais fortes cisalhamentos do vento ocorridos até á data, registados pelo programa espacial.

Até aos 73 segundos, altura que a nave se desintegrou, tudo parecia normal. Nem tripulantes, nem a torre de controlo conseguia descortinar a fuga.

As pessoas assistem, chocadas, á destruição da nave.

Uh-Oh, por Michael J- Smih, saiu dos altifalantes da torre de controlo. Esta expressão foi ouvida meio segundo antes de uma súbita aceleração que culminou na destruição da Challenger.

Surge uma bola de fogo no ar, testemunhada ao vivo por centenas de pessoas, entre elas familiares dos tripulantes, Mas não terá sido aqui que os 7 ocupantes terão falecido. A cabine ter-se-á separado e, robusta como era, terá permitido a sobrevivência a este choque inicial.

A cabine continuou a voar até a um pico máximo de 65 ooo pés, até que começou uma queda livre em direcção ao oceano. Não se sabe ao certo se a tripulação estaria consciente durante a queda. Investigações posteriores, concluiram que alguma garrafas de oxigénio foram utilizadas. Eventualmente, alguns estariam bem conscientes.

Eventualmente, terão lutado pela sobrevivência, terão tentado pilotar sem asas e terão trocado as últimas palavras. Terão dado as mãos ou um abraço? Terão pensado naquilo que viveram? Naquilo que não viveriam? Teriam pedido ajuda a Deus? Cento e sessenta e cinco segundos, darão para tudo isto?

A guarda costeira assinala o lugar de onde partem para procurar pelos tripulantes

A cabine atingiu a água a uma velocidade de cerca de 322 km/h e com uma força de 200 G’s. Isto destruiu tudo o que estaria dentro da cabine e tirou a vida a Michael J. Smith, Dick Scobee, Ronald McNair, Ellison Onizuka, Christa McAuliffe, Gregory Jarvis e Judith Resnik.

Terão sido, sem dúvida alguma, os 165 segundos mais horrorosos da vida deles.

We will never forget them, nor the last time we saw them, this morning, as they prepared for their journey and waved goodbye and ‘slipped the surly bonds of Earth’ to ’touch the face of God

John Gillespie Magee, Jr

2 thoughts on “165 segundos

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