Monsters

Há 6 anos atrás a NASA descobriu a possibilidade de existir vida para além do nosso planeta e enviou uma sonda para recolher amostras.  Só que ocorreu um grave problema na viagem de regresso, pois a sonda ao entrar na Terra despenha-se no México. Em consequência, começam a surgir formas de vida monstruosas e o México torna-se numa zona de Quarentena, constantemente bombardeada.

Nós acompanhamos o êxodo de um jornalista e de uma turista, pelo meio de um país parcialmente destruído e deserto.

Tirando a excelente sequência de introdução e os bons efeitos especiais, especialmente tendo em conta o baixo orçamento do filme, Monsters é uma valente seca! Vi o filme até ao fim, sempre com a esperanças que alguma cena mais marcante fosse ocorrer e mudar o rumo da história, mas a verdade é que fiquei com a conclusão que fui bem enganado.

O filme segue um ritmo incrivelmente monótono em que temos os nossos protagonistas (boa actuação, devo ressalvar), a conversarem entre si, de seguida uma caminhada, depois nova conversa (desinteressante) e nova caminhada. O filme é sempre assim. Pouca coisa de interessante acontece e quando acontece não consegue cativar. O mais certo é estarmos a dormir ou a escrever um artigo para o nosso blogue pessoal a meio da fita.

Ainda assim, compreendo que hajam várias pessoas que tenham gostado do filme. Até porque a parte técnica não é má, aliás é muito positiva. Por isso, não digo que não dêem uma espreitadela á fita. Pessoalmente, achei uma seca.

Monsters de Gareth Edwards

imdb trailer

5/10

5 thoughts on “Monsters (2010)

  1. Me perdoe os fãs de ficção científica pós-apocalíptica, mas Monsters é um filme chato, enrolado, lento, pseudo-filosófico e entediante.
    E ponto final.
    Não tenho muito o que acrescentar à resenha, mas eu passei grande parte do filme, aguardando “aquele momento” tenso, nervoso, assustador.
    O filme foi comparado a Distrito 9, por inúmeras razões que não vou falar aqui, mas resumindo, fica só na premissa de um grande filme futurístico com monstros, que acaba saindo como uma espécie de episódio de seriado.
    Minhas impressões: comecei a ver o filme sabendo que não era horror genuíno, mas erroneamente, eu o confundi com outro filme que queria ver no momento, e achei que seria um filme relacionado a zumbis; nada a ver. vocês na verdade, vão assistir “O mundo pós-Cloverfield”… isso mesmo. Eu me sentia como se fosse um deja-vu de Cloverfield, mas sem o diferencial do recurso “falso-documentário” de Cloverfield. Os monstros já são mostrados logo de cara na tela, mas o envolvimento dos personagens principais com as criaturas, leva uma hora (!!!), até lá, estamos às voltas com os dramas pessoais, e um suposto romance forçado que não decola durante o filme todo; o mocinho desde o início nos desperta antipatia e desprezo, e sua personalidade fria e mau-caráter não é suavizada mesmo após os momentos sentimentais em que fala ao telefone com o filho. Isso mesmo, criei uma antipatia imediata pelo fotógrafo desde o início do filme, e achei que o romance dele com a mocinha, nbão tinha sabor de nada; pior, grande parte do filme foca só nisso.
    As cenas tensas são raras, a partir da terceira parte do filme, e além dos dois personagens principais, não conseguimos nos identificar ou nos envolver emocionalmente com mais nenhum personagem. O pseudo-drama explorado em certos momentos do filme, pouco ou nada acrescenta.
    Não há uma perseguição nervosa, um duelo direto, muito menos, uma explicação detalhada do quê estamos vendo assombrar na tela, excetuando-se a explicação da reprodução, e da migração para as árvores. Definitivamente, parece que estamos assistindo um episódio piloto de um seriado de monstros.
    São só 90 minutos, mas pra mim, parecia uma eternidade, eu assisti o filme hora em tela cheia, hora no cantinho da tela do PC, enquanto jogava Cafemania; isso, porque definitivamente, não queria resenhar sem ver até o final, onde ia dar essa marmota alienígena.
    Última observação: Se eu estivesse diante de uma criatura gigantesca que mata por instinto de sobrevivência, iria correr pra um lugar escondido (não sei se a criatura localiza humanos por som, por odor ou visualmente), e ficaria lá ate´ver que se afastou realmente (as criaturas têm tentáculos muuuuito longos); você acha que eu ficaria no meio de um pátio aberto, próximo a um posto de gasolina, em local descoberto, imóvel, paradão, esperando uma das criaturas (sim, eram duas) vir me dilacerar rapidamente???? Que meeeeeeerda! Eu não iria perder meu tempo apreciando o acasalamento de dois alienígenas gigantescos e mortais, esperando que um deles triture meu corpo!!! Isso é ridículo! Eu tinha que contar, mas se quiser correr o risco, assista, e confirme comigo.
    Americanos tem tudo na mão, boa história, atores, efeitos… mas conseguem mesmo assim, fazer um filme desenvolver da forma errada.
    Filme ruim. Não recomendo.

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    1. Viva!

      Uma opinião que vai muito de encontro á minha. O filme é, de facto, muito chato. E concordo plenamente com o último parágrafo.

      Obrigado por tão extensivo, conciso e completo comentário. 🙂

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