WebM, o codec open source da Google

Este anúncio apanhou-me um bocadinho de surpresa, pois ultimamente tenho ficado cada vez mais desconfiado com a Google e com algumas das suas políticas de privacidade. O gigante anunciou o codec de vídeo WebM com licença BSD que é baseado no VP8. O áudio é Ogg Vorbis, que tem uma qualidade superior ao mp3, por exemplo.

É um passo enorme na manutenção de uma web livre, ameaçada pelo codec h.264, que como se sabe, é o mais usado actualmente, e o mais sério candidato a substituir o Flash da Adobe. Mas, e para quem não sabe, o h.264 está altamente protegido por patentes e a web não deve estar dependente de patentes. O melhor disto tudo, é que testes efectuados demonstram que o WebM é superior ao h.264. Podem verificar uma comparação aqui.

Para além da Google, que irá suportar a partir do dia 24 o codec no seu browser (o Chromium irá suportar a a partir de hoje), a Mozilla com o seu Firefox, a Opera, e a Microsoft com o seu IE9 já anunciaram que apoiarão este codec também. Para além destes gigantes, a Nvidia, a AMD, a Adobe, a ARM, e outros, irão juntar-se á iniciativa! Falta saber a posição da Apple, que como se sabe, preferia o h.264 em detrimento do Ogg Theora (o codec open source que tentava fazer frente, mas que estava com derrota anunciada).

E um anúncio que poderá ser histórico segundo a Opera Labs, pois o HTML não está patenteado, o CSS não está patenteado e nem o Javascript. E parece-me mesmo que este dia irá ser recordado como o ponto final na especulação do codec de vídeo a utilizar no standard do futuro: o HTML5. Os meus parabéns à Google por ter dado este passo muito importante!

Autor: Ricardo JM Vieira

Tenho a mania das artes e acho que o sentido de humor é das melhores coisas inventadas pela humanidade. Eu, pelo menos, gostava de ter.

3 thoughts on “WebM, o codec open source da Google”

  1. Desta vez a Microsoft abriu os olhos. Mais uma vez a google a marcar o ritmo da internet. Mais uma vez a apple a fazer figuras tristes com as suas politicas proprietárias.

    Ainda bem que o futuro é livre…

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    1. Sim, concordo com o facto de desta vez a Microsoft ter aberto os olhos. A Apple ainda não tomou posição e duvido que não vá apoiar também. Afinal já são muitos e não creio que eles vão fazer do Safari o browser do contra. Veremos o que o Jobs dirá.

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