Daqui a uns anos, a principal fonte de energia (Helium-3) do nosso planeta encontra-se no nosso satélite natural. Sam é o austrounauta que trabalha numa estação lunar, responsável pela extracção e envio do Helium-3 para a Terra, e é um trabalho que tem feito nos últimos 3 anos. Tendo como única companhia um robôt, Sam sente-se isolado e com saudades da sua família. Felizmente o seu contrato está a acabar e a hora do regresso a chegar, só que Sam tem um pequeno acidente e faz uma descoberta perturbante.
Moon é uma estreia auspiciosa de Duncan Jones no cinema. Sim, de facto é. É um filme de ficção-científica relativamente simples, sem os actuais espectáculos de pirotécnia e que vive muito á custa do seu actor. Não digo actores, porque Moon, na verdade, so tem uma interpretação de registo.
Moon é então um one man show. Sam Rockwell agarrou com enorme força o seu(s) Sam e construiu uma personagem que ao começar bem e feliz, se vai tornando cada vez mais confusa e sozinha. Grande actuação do actor!
GERTY o robot que acompanha Sam, tem a voz de Kevin Spacey, e este faz um bom trabalho dando-nos uma voz monocórdica característica de seres mecânicos desprovidos de sentimentos. O pormenor de terem colocado um sorriso (típico nos programas de conversação, como o Pidgin) como imagem identificativa das (supostas) emoções do GERTY, foi bastante inteligente e interessante.
O argumento é bom, com alguma profundidade, mas não tão interessante assim. Aborda vários temas como a solidão de um homem em prol do bem-estar da humanidade, ou o facto de uma máquina ter mais valores que os próprios humanos no futuro e ainda outros mais que não refiro para não estragar eventuais surpresas com o desenrolar da história. Apesar de tudo, tudo se torna um pouco repetitivo, muito por culpa do elenco ser muito reduzido assim como os cenários. A banda sonora, da autoria do grande Clint Mansell, é agradável e uma mais valia.
Moon não me surpreendeu muito. Tinha boas expectativas, pois a comunidade no geral tinha aclamado a obra, e talvez por isso tenha ficado um pouco desiludido.
Eu dava claramente mais…
A mim surpreendeu-me mas tu já tinhas lido diversas críticas na blogoesfera enquanto eu vi-o na altura da estreia…
As expectativas podem mudar a visão do filme mas Rockwell é um one man show, definitivamente.
Abraço
Cinema as my World
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Entendo a sua apreciação geral ao filme pois é resultado do hype gerado em torno do filme (que na minha opinião é merecido esse mesmo hype).
Este é um filme feito num estilo que já não se encontra com regularidade, e presta homenagem por exemplo a “2001” de Kubrik e evoca novamente a questão lunar como algo mais tangível, credível e próximo da nossa realidade possível, do que outras fantasias sci-fi que vão surgindo, facto que o tornam demasiado pertinente nas imensas questões que levanta.
Sim, é o twist presente no argumento que o torna brilhante e intrigante, para um filme completamente despovoado no elenco mas que até acaba por nos colocar a pensar em toda a humanidade. Gostei muito e continuo a recomendar.
http://armpauloferreira.blogspot.com/2010/01/cinedupla-moon-avatar.html
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Talvez tenha sido o hype a prejudicar a minha visualização, sim. No entanto, prefiro Moon a muitos filmes de ficção-científica que surgem actualmente.
Obrigado pelo comentário ArmPauloFerreira.
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Dava-lhe mais uma estrela. O filme foi para mim uma agradável surpresa. Não é uma obra-prima, mas um excelente filme de ficção científica, como não via há muito tempo. Sam Rockwell a evidenciar mais uma vez o seu talento: pena que não o tenham ajudado a ter sucesso na temporada de prémios.
http://splitscreen-blog.blogspot.com/
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Também lamento que não tenham ajudado Sam Rockwell. O que interessa, mais que o prémio, é ver reconhecida a sua interpretação pela blogosfera.
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Não posso mesmo concordar. Quanto a mim, Moon é uma verdadeira obra-prima.
Abraço
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Jackie, é por isso que o cinema é uma arte. Toca a todos de forma diferente.
Abraço.
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