Ying Xiong (2002)

A China encontra-se dividida em 7 reinos. O Rei de um desses reinos, Qin, determinado em controlar toda a china, torna-se no alvo preferencial de 3 lendários assassinos. Vendo a sua vida ameaçada, promete ouro e poder a quem os eliminar. Um certo dia, um guerreiro sem nome, aparece no palácio com as armas dos 3 assassinos…

Ao ver este filme assaltou-me o seguinte pensamento: porque não fazemos algo parecido a este filme, mas com a nossa história? Ainda virá o dia!… Ying Xiong é pura poesia. Uma inspiração que não está ao alcance de todos! É muito difícil descrever um pouco que seja deste poema visual. Sinceramente, ainda não vi coreografias tão belas como neste filme.

Os confrontos são pequenos bailados ritmados ao som da natureza, ao som da mente, ao som da alma… Existem cenas que me faltam as palavras para as descrever. São frames de um valor raro, nada mais. Os cenários são lindíssimos e o jogo de cores e tonalidades uma pequena maravilha. Se o visual é magnífico, a banda sonora é deslumbrante. São melodias orientais utilizadas no momento certo e com a intensidade certa. O argumento é assaz interessante, com reviravoltas, simbolismos e uma mensagem universal.

Penso que será necessário ter a mente um bocadinho aberta para este filme, porque quer se queira quer não, estamos perante um filme Chinês. “Desocidentalizem-se” um bocadinho (pois correrão o risco de acharem certas situações falsas se não o fizerem), e embarquem num rodopio de emoções. Ying Xiong é um expoente máximo desta arte. Uma inspiração em todos os aspectos técnicos e não técnicos. Obra-Prima!

Realização: Yimou Zhang/China/2002

10/10

Autor: Ricardo JM Vieira

Tenho a mania das artes e acho que o sentido de humor é das melhores coisas inventadas pela humanidade. Eu, pelo menos, gostava de ter.

14 thoughts on “Ying Xiong (2002)”

  1. Caríssimo,

    você acertou na veia com esse post. Herói é tudo isso aí e mais um pouco. Mais, poderíamos inclusive provocar dizendo que faz parte de uma “trilogia” que inclui O Tigre e o Dragão e o não menos fantástico e belo Clã das Adagas Voadoras — na minha humilde opinião, o melhor.

    Parabéns pelo blog, tentarei acompanhá-lo doravante.

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  2. É um filme brutal este Hero. De uma beleza inacreditável (dos filmes mais belos que já vi), de uma sabedoria inestimável (fazendo lembrar Kurosawa) e de um arrojo técnico a roçar a perfeição. Que mais se poderia pedir? Brilhante!

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  3. Também considero o “Crouching Tiger, Hidden Dragon” um filme muito belo, apesar de mais virado para a acção, e mais próximo dos filmes ocidentais. Também vale muito a pena dar uma olhada:

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    1. É verdade Roberto, tocou-me mesmo.🙂 E deixa-me dizer-te que vi o filme muito graças ao que escreveste sobre ele no Cineroad.

      Abraço.

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