Click (2006)

Michael Newman é um arquitecto viciado no trabalho que procura desesperadamente obter uma promoção para poder dar á sua família uma vida melhor. Um dia, enquanto vai comprar um comando universal, encontra um vendedor estranho que lhe oferece a possibilidade de controlar toda a sua vida.

Não sou grande apreciador de Adam Sandler e, como tal, talvez não veria este filme tão cedo. A verdade é que apanhei o filme na televisão e como estava sem nada que fazer, decidi torturar-me. Pensava eu que seria mais uma comédia fraca, com recurso a piadas já batidas e interpretações demasiadamente baixas.

No entanto, fiquei agradavelmente surpreendido. Não é que gostei do filme?! Tudo bem que é um tipo de humor muito rodado, com recurso a piadas de teor sexual (porque toda a gente se ri), e cenas totalmente previsíveis. Mas tudo isso continua a funcionar. Continua a provocar risos na audiência.

Após uma mão cheia de cenas divertidas, chega a parte dramática da história. E é uma experiência curiosa ver Sandler num registo dramático. Não posso negar que esta parte pode tocar os mais sensíveis. Sandler e Kate Beckinsale tem desempenhos sólidos e credíveis. A banda sonora, que não sendo fabulosa, consegue dar mais intensidade ás cenas. E depois temos a moralidade da história, que funciona, principalmente para os mais nostálgicos.

Resta-me referir que Christopher Walken, que surpresa tive quando o vi a surgir no ecrã da televisão, tem um desempenho de qualidade (como se estava à espera) e que o mítico Michael Knight, aka David Hasselhof, não desilude. Também destaco a parte técnica, principalmente no que diz respeito à maquilhagem e aos cenários futuristas no filme. È interessante ver como as coisas vão evoluindo à medida que o filme avança.

Não estava á espera que este filme fosse tão bom. Não digo que é excelente, porque não é. Mas é um óptimo entretenimento para toda a família. Bem acima de típicas comédias de adolescentes. E digam lá que não gostavam de um comando daqueles…

7/10

Autor: Ricardo JM Vieira

Tenho a mania das artes e acho que o sentido de humor é das melhores coisas inventadas pela humanidade. Eu, pelo menos, gostava de ter.

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