Filmes que toda a gente gosta, mas eu não!

Filmes que toda a gente gosta, mas eu não!

Eh pá, tive que vestir o meu melhor fato (a gravata pedia-a emprestada) para participar nesta rubrica do meu muito estimado blogue Cine 31.

A principio, não foi fácil, pois não me lembrava de muitos filmes (tirando a saga Star Wars e Harry Potter), mas depois parei para pensar melhor (e foi o que fiz melhor, senão ia batendo com a minha bicicleta no muro do meu vizinho), e saíram-me estes filmes.

A verdade é que no fundo no fundo, eu gosto um bocadinho de certas coisas em cada filme aqui (menos no Hostel), pois consigo separar partes técnicas do argumento e assim, mas sim, estes filmes não me dizem grande coisa.

I – STAR WARS

Apesar de reconhecer a importância que os 3 primeiros (ou serão os últimos?) têm no cinema, não consigo ficar agarrado ás personagens e a maneira como o universo foi apresentado não me agradou especialmente.

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Prince of Persia:The Sands of Time (2010)

De Mike Newell, com Alfred Molina,Ben Kingsley,Gemma Arterton,Jake Gyllenhaal

 Prince of Persia: The Sands Of Time é uma adaptação do franchise da Ubisoft, e conta com elementos não só do videojogo homónimo, como das restantes sequelas. Em primeiro lugar, devo dizer que o videojogo que saiu para a Playstation 2 em 2003 mantém um lugar muito especial nas minhas memórias, Foi, sem dúvida, uma das melhores experiências que tive o prazer de experimentar.   

Quando soube que a adaptação ia ser uma realidade, fiquei um pouco apreensivo, uma vez que ainda estava para vir um grande filme baseado num jogo de consola. Contudo alguns nomes associados ao projecto (Jerry Bruckheimer, experiente em blockbusters apadrinhava, Jake Gyllenhaal e Ben Kingsley marcavam presença no elenco), iam criando uma certa esperança que este filme poderia ser, no limite, o The Dark Knight dos videojogos. Mas Prince of Persia: The Sands Of Time, não alcançou esse patamar.  

 Não estamos perante um mau filme, de todo. É um blockbuster agradável de se ver. O problema é que no final sabe a pouco. Não se destaca e é apenas mais um no meio de tantos outros. Fiquei com a sensação que faltou algo ali, e acho que o principal problema reside no argumento e na falta de desenvolvimento dos personagens. Parece tudo um pouco sensaborão.  

 Jake Gyllenhaal não precisa de provar (mais uma vez) o óptimo actor que é, mas, e se calhar isto é um pouco pessoal, não me agradou particularmente a sua actuação neste filme. Foi apenas suficiente. Gema Arteton espalha beleza sempre que surge no ecrã e consegue imprimir alguma rebeldia própria da sua personagem, mas lá está, não tem uma actuação digna de registo. O mesmo posso dizer do restante elenco.  

 Assisti a um filme razoável, onde se destacam paisagens lindíssimas e cenários estonteantes. Mike Newell também não consegue uma realização digna de assinalar e poderia ter-se contido nos irritantes slow-motions. Enfim, é mais um filme pipoca sem grande substância. Vê-se, mas rapidamente se esquece.  

6/10