The Woman in Black (2012)

O maior foco de atração deste filme, para a generalidade das pessoas será, quase de certeza, a presença de Daniel Radcliffe.

Após uma década a interpretar Harry Potter, seria interessante verificar como se comportaria o ator no filme pós Harry Potter. Para mim, para além do que referi, também estava curioso, por saber que o filme tem como realizador James Watkins, autor do belo Eden Lake.

The Woman in Black é um filme de terror, onde é contada a história de um fantasma (a mulher de negro) que vem vingando-se das pessoas de uma pequena vila, cometendo atrocidades com as suas crianças.

No final de contas, trata-se de um típico filme de fantasmas. Tem alguns lugares comuns, é previsível e abusa do típico som estridente para provocar a maior parte dos sustos.

No entanto, tem alguns pontos positivos.

A mansão assombrada é magnífica e funciona (quase) como se tivesse a sua própria personalidade. É misteriosa, enigmática e bem sombria. A vila também não fica atrás.

Outro dos pormenores interessantes é utilização de uma palete de cores mais saturada e do uso quase sempre ideal da escuridão e das sombras.

Sim, os cenários são muito bons e Watkins consegue dar o ambiente apropriado para o filme se tornar, a espaços, bem enigmático e misterioso. Não tivesse ele caído nos facilitismos do costume e teríamos tido um filme bem melhor!

Radcliffe no geral esteve bem no seu papel mas é algo estranho vê-lo a fazer de pai. Ainda precisa de mais tempo para “descolar” o Harry Potter de si.

Fiquei algo desiludido com este filme. Não é tão oco como a grande maioria dos filmes deste género têm sido (o primeiro ato até é surpreendentemente magnético e sedutor), mas acaba por perder qualidade á medida que se aproxima do fim. Acho  que tinha potencial para muito mais.

Ainda assim, vê-se bem.

Daily: Don’t go chasing shadows, Arthur.

imdb trailer

6/10

Mission: Impossible – Ghost Protocol (2011)

O quarto filme do franchise traz de volta o agente secreto Ethan Hunt (Tom Cruise), que desta feita irá correr contra o tempo, numa tentativa de limpar o seu nome e o da agência que representa, após ficarem associados a um atentado ao Kremlin.

Ao mesmo tempo, terá que impedir que um fundamentalista inicie uma guerra nuclear.

Cada filme desta saga é, digamos assim, um reflexo do seu realizador. Sendo assim, Brian De Palma deu-nos um primeiro filme cheio de classe, John Woo um segundo repleto de adrenalina e ação, J.J.Abrams um terceiro mais equilibrado e pensado e, agora, surge a vez de Brad Bird.

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Apocalypto (2006)

Pode  gerar imensa controvérsia, mas Mel Gibson (enquanto realizador), não consegue deixar ninguém indiferente. Braveheart é o seu filme mais “acessível”, mas até esse possui um característica comum a todos os seus trabalhos: a violência.

Violência que levou a demasiadas acusações, especialmente após a estreia de Passion of the Christ (filme que retrata as últimas horas da vida de Jesus Cristo), quase todas elas exageradas e sem fundamento (na minha opinião).

Acho que Mel Gibson não tem medo de mostrar a podridão da natureza humana, mas também nunca esconde que existe sempre esperança. The Passion of the Christ (e eu admito que não é fácil de ver), é pródigo nisso. E quem só viu violência, deixou escapar nas entrelinhas mensagens poderosas de esperança e amor de um homem (também ele controverso), que teve um final trágico ás mãos daqueles cegos por fundamentalismos desprezáveis.

Em Apocalypto, Mel Gibson utilza novamente a violência e mostra a parte mais cruel e hedionda das pessoas. Mas lá está, no fundo também realça a capacidade de esperança e força que outras têm, no meio de tanta morte e sofrimento.

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The Grey (2011)

Aqui está o filme mais irreal, mas também o mais cativante, que estreou até agora!

Não vale a pena pensar muito no impossível de certas situações. Quem o fizer, bem pode passar á frente e escolher outro filme. Para aqueles que não se importam de ser “manipulados”, ou de outra maneira, para aqueles que não ligam muito ao ser fiel á realidade ou não, e só pretendem passar um bom bocado, poderão ter um boa experiência com The Grey.

The Grey é um survival movie, em que a paisagem de fundo é o Alaska e os “vilões” são lobos com dentes afiados e olhos de fogo. A estrela de serviço é Liam Neeson (Taken, The A-Team, Unknown), e o realizador é Joe Carnahan (The A-Team).

Liam Neeson tem-se afirmado nos últimos tempos como um ator badass do piorio. Aqui não foge á regra e a sua prestação é bastante cativante. Chegamos ao fim da fita a torcer para que a sua personagem sobreviva de uma forma bem intensa.

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Shelter (2010)

Cara Harding é uma psiquiatra forense que, a pedido do seu pai, começa a consultar um jovem paraplégico, de nome David, aparentemente normal.

Rapidamente o “aparentemente normal” desaparece e David revela ter múltiplas personagens, sendo que essas personagens parecem pertencer a pessoas mortas…

Encabeçado por Julianne Moore, que faz de psiquiatra, Shelter começa bem, mas acaba mal. Quer dizer, na minha opinião, pois certamente haverá quem gostará do rumo que o filme vai levando á medida que se aproxima do final.

É que no início parece tratar-se de um thriller psicológico, bem misterioso e intrigante, mas que aos poucos vai mudando e acaba num thriller fantástico com o tema “possessão” a marcar forte presença.

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The Adventures of Tintin (2011)

Apesar de não ser um grande fã de Tintin, conheço o suficiente para achar que podíamos ter um bom filme de entretenimento, caso fosse feita uma boa adaptação.

Por isso mesmo, e depois de saber que nomes tão sonantes como o mestre Spielberg e Peter Jackson – realizador e produtor – estariam envolvidos na adaptação da personagem de Hergé ao grande ecrã, fiquei curioso em assistir.

Pois bem, assisti ontem ao filme e devo dizer que fiquei satisfeito.

A premissa envolve o intrépido Tintin e a sua cadelinha fox terrier Milou, que se vêm envolvidos numa caça ao tesouro. Durante a aventura, Tintin conhece personagens carismáticas, entre elas o hilariante capitão Haddock. Serão este 3, mais o vilão Sakharine, os principais intervenientes.

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Don’t Be Afraid Of The Dark (2010)

Este filme cativou-me desde o início. Gostei bastante dos posters divulgados, do próprio título e do envolvimento de Guilhermo Del Toro ( Hellboy II: The Golden Army) e Guy Pearce (Memento) na sua conceção.

Agora que o vi, chego á conclusão que criei expectativas desnecessárias.

Don’t be afraid of the dark conta á história de uma família que se acaba de mudar para uma nova casa, aham, mansão assombrada por pequenas criaturas antigas. Não preciso dizer que essas criaturas não são muito amigáveis, pois não?

É o típico filme de terror do género “mansão assombrada”. Temos aquele que conhece os “segredos” obscuros, temos uma criança que é a vítima e que ninguém acredita nas suas palavras, temos criaturas a assombrar cada vez mais as pessoas que se acabaram de mudar, até terminar no momento em que todos querem ir embora mas já não conseguem.

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