O maior foco de atração deste filme, para a generalidade das pessoas será, quase de certeza, a presença de Daniel Radcliffe.
Após uma década a interpretar Harry Potter, seria interessante verificar como se comportaria o ator no filme pós Harry Potter. Para mim, para além do que referi, também estava curioso, por saber que o filme tem como realizador James Watkins, autor do belo Eden Lake.
The Woman in Black é um filme de terror, onde é contada a história de um fantasma (a mulher de negro) que vem vingando-se das pessoas de uma pequena vila, cometendo atrocidades com as suas crianças.
No final de contas, trata-se de um típico filme de fantasmas. Tem alguns lugares comuns, é previsível e abusa do típico som estridente para provocar a maior parte dos sustos.
No entanto, tem alguns pontos positivos.
A mansão assombrada é magnífica e funciona (quase) como se tivesse a sua própria personalidade. É misteriosa, enigmática e bem sombria. A vila também não fica atrás.
Outro dos pormenores interessantes é utilização de uma palete de cores mais saturada e do uso quase sempre ideal da escuridão e das sombras.
Sim, os cenários são muito bons e Watkins consegue dar o ambiente apropriado para o filme se tornar, a espaços, bem enigmático e misterioso. Não tivesse ele caído nos facilitismos do costume e teríamos tido um filme bem melhor!
Radcliffe no geral esteve bem no seu papel mas é algo estranho vê-lo a fazer de pai. Ainda precisa de mais tempo para “descolar” o Harry Potter de si.
Fiquei algo desiludido com este filme. Não é tão oco como a grande maioria dos filmes deste género têm sido (o primeiro ato até é surpreendentemente magnético e sedutor), mas acaba por perder qualidade á medida que se aproxima do fim. Acho que tinha potencial para muito mais.
Ainda assim, vê-se bem.
Daily: Don’t go chasing shadows, Arthur.







