Agora que The Walking Dead entrou em hibernação até Fevereiro próximo, penso que é uma boa altura para lhe dedicar umas palavrinhas.
A primeira temporada, que gostei bastante e de que falei aqui, foi muito curta. Os 6 episódios foram suficientes para agarrar uma boa quantidade de pessoas, e a expectativa para uma segunda, ainda melhor, estava alta.
O primeiro episódio, aquele que marca o regresso de uma série, tem sempre que conseguir agradar aos fãs que religiosamente acompanharam todos os episódios anteriores, mas ao mesmo tempo tentar agarrar e trazer mais pessoas para a série em questão.
What Lies Ahead, conseguiu esse feito e as audiências foram tão estrondosas, que a AMC decidiu renovar a série para mais uma temporada.
Shane tem sido um dos melhores personagens
O episódio foi, de fato, bastante interessante. Inferior ao piloto Days Gone By, mas ainda assim suficientemente cativante para deixar antever um futuro auspicioso.
No entanto, esse mesmo episódio também começou a mostrar que esta temporada seria bem mais “parada” que a antecessora.
Quem acompanhou a primeira temporada, sabe que The Walking Dead não vivia de cenas intensas ou ação em doses industriais. Tínhamos, em vez disso, um cuidado com as personagens e as suas motivações. Apesar desse ritmo um pouco lento, tudo era bastante cuidado.
Esta segunda temporada manteve esse ritmo característico, mas aumentou-o de forma drástica. É verdade que muitas coisas aconteceram (desaparecimento da Sophia, o tiro no Carl, a morte do Otis, a mudança de personalidade do Shane,a descoberta que Lori está grávida, entre outras), mas a forma como todas elas foram introduzidas e posteriormente desenvolvidas, não tiveram aquele equilíbrio que distingue a monotonia da dinâmica.
Vou ser sincero, não fosse este final sensacional do episódio Pretty Much Dead Already para me agarrar novamente ao futuro das personagens, e provavelmente teria dificuldades em continuar a acompanhar a série.
Sophia protagoniza o momento mais alto destes 7 episódios
Tivemos demasiada palha pelo meio, demasiados diálogos, demasiadas dúvidas! É certo que alguma dessa palha, se se pensar bem foi necessária, mas outra tanta, apenas serviu para completar os 42 minutos da duração de um episódio.
Para além deste último ato extraordinário deste último episódio antes da paragem, a personagem que mais me motiva (e ia motivando) em seguir a série, era o Shane. E digo, em boa verdade, que se não fosse ele estaria a ver, por diversas vezes, The Boring Dead!
E pronto, pouco tenho a acrescentar. Resta-me dizer que The Walking Dead não manteve a qualidade da sua primeira temporada. Apesar de tudo, ainda vale a pena ver. E o final, e não me farto de repetir, deste último episódio foi a melhor coisinha que lhe aconteceu.
Para além de tecnicamente e dramaticamente ser do melhor que se fez este ano (pelo menos que eu tenha visto) renova a confiança no futuro da série de quem a estava a perder.
Se valeu a pena esperar por isto? Falaremos melhor daqui a mais 2 ou 3 episódios. Para já, e para quem investiu do seu tempo precioso a acompanhar a temporada, sente-se reconfortado por tão belíssima recompensa.

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Faço as minhas palavras as tuas Ricardo. Não houve melhor episódio que o Pilot, se fossem todos assim ou apenas um pouco mais fracos estaríamos perante algo de incrível (que o prison break roçou aquando da primeira temporada, por exemplo).
No entanto, gostei muito da primeira temporada pois as coisas desenvolviam-se e até existia aquele “stress” ao ver a série. Já na segunda temporada viu-se claramente que houve muito medo em investir em efeitos. Repare-se que poucas vezes apareciam Walkers e, tal como dizes, foi muitíssimo lento. Tiveram praticamente todo o tempo naquela quinta, o que é algo um pouco irritante.
Se não gostei? Bem, eu gostei e continuarei a ver não apenas pelo último episódio. Apenas digo que fiquei triste por ter perdido tanto relativamente à primeira!
Sem dúvida que a “lentidão” é o principal defeito desta temporada. Oxalá, consigam apimentar as coisas e dar mais dinâmica!