O filme chega ao fim

A informação hoje está de tal maneira fragmentada e disponível para quem quiser (e convenhamos, para quem não quiser), que já não se procura por ela. Ela vem ter connosco.

Toda a gente, e isto é cada vez mais verdade, toda a gente, partilha qualquer tipo de informação. O facebook tornou-se tão popular, que até a “Maria”, que não percebe nada de computadores, já faz “gosto” e partilha artigos de aquilo que mais gosta.

Eu venho de um tempo em que o facebook era uma miragem, de um tempo em que o Google reinava e o Hi5 vinha a caminho, para ser, talvez, a primeira rede social da moda cá dos portugueses. Agora o facebook reina totalmente, o Google luta por voltar aos tempos em que confundia os menos informados que pensavam que a Internet era o Google e o Hi5 faz parte de um passado longínquo.

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The Thing (2011)

The Thing

Um dos filmes que mais me assustou em criança foi o The Thing de John Carpenter. Na altura, ainda não tinha a visão que tenho agora sobre cinema, mas lembro-me perfeitamente das imagens terríveis em animatronic da criatura. Especialmente quando é vista pela primeira vez. Ah, e aquela cabeça que se solta e ganha umas patas. Terrível! Simplesmente horripilante. Um dos filmes que assombrou a minha infância e adolescência.

Entretanto, cresci, e comecei a apreciar o cinema de uma outra forma. A paixão careceu, quase na medida em que o meu medo por terríveis criaturas – não só a desse filme, como a transformação no The Fly, ou o nascimento do Alien em plena Nostromo – diminuiu.

Quando revi The Thing, pude apreciar uma obra fantástica. Um dos melhores filmes de Carpenter, sem dúvida. Tanto na forma como ele criou um ambiente opressivo e cheio de suspense, como nos magníficos efeitos especiais, sem CGI, e que ainda hoje passam com distinção o teste do tempo.

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